ISMAI INTEGRADO NO ESPAÇO EUROPEU DE ENSINO SUPERIOR
A ideia começou a ganhar raízes em 19 de Junho de 1999 com a Declaração de Bolonha que os ministros da Educação de 29 Estados Europeus (incluindo Portugal) subscreveram, celebrando assim um «acordo que contém como objectivo central o estabelecimento, até 2010, do espaço europeu de ensino superior, coerente, compatível, competitivo e atractivo para estudantes europeus e de países terceiros, espaço que procura a coesão europeia através do conhecimento, da mobilidade e da empregabilidade dos seus diplomados».
Para o efeito, os Estados Signatários da Declaração de Bolonha, no desenvolvimento de contactos, que entretanto foram estabelecidos, acordaram na adopção de importantes princípios reguladores dos instrumentos para a criação do espaço europeu do ensino superior:
1. Na estrutura de três ciclos no ensino superior segundo as orientações basicamente adoptadas por todos os Estados Signatários da Declaração de Bolonha;
2. Na instituição de graus académicos intercompreensíveis e comparáveis;
3. Na organização curricular por unidades de crédito acumuláveis e transferíveis no âmbito nacional e internacional;
4. Nos instrumentos de mobilidade estudantil no espaço europeu de ensino superior durante e após a formação.
Em tempo oportuno, o ISMAI criou novas instalações que favorecem a sua internacionalização, atraindo a mobilidade de estudantes e professores, com espaços adequados, quer para as horas de contacto (salas de aula, laboratórios ou trabalhos de campo, e em sessões de orientação pessoal de tipo tutorial, estágios, projectos, trabalhos no terreno, estudo e avaliação), quer para o estudo individual, situando-se entre 1500 e 1680 horas de trabalho, num período de 36 a 40 semanas no ano.
O estudante desempenha o papel central neste novo modelo de ensino, devendo preocupar-se não só com a aquisição de novos conhecimentos, mas também e, sobretudo, com a aquisição de competências, preparando-se para a vida activa, de forma a aspirar justificada e legitimamente a sua intervenção com relevante papel social, na realização dos seus interesses individuais, contribuindo, directa e/ou indirectamente, para a concretização de interesses colectivos, traduzidos no bem comum.
No ISMAI, o estudante é privilegiado com a disponibilidade de equipamentos modernos, identificados com a atmosfera das novas tecnologias de informação e comunicação. Vive na sensação permanente de quem está integrado na sociedade do conhecimento, fruindo de benefícios resultantes da sua capacidade de agir e interagir, como protagonista da dinâmica da globalização da economia mundial, da discussão dos contrastes entre diversas identidades culturais ou religiosas ou ainda da participação activa na procura de soluções para os desafios que, no campo social, tanto perturbam, como incentivam ou até entusiasmam cada ser humano.
Para além desses aspectos básicos, merecem realce:
? as infra-estruturas humanas e materiais, onde sobressaem numerosos gabinetes e centros especializados;
? a exemplar interacção com a comunidade local, regional e nacional, consubstanciada numa vasta lista de protocolos celebrados com mais de seis centenas de empresas e instituições, tendo em vista a realização de estágios e o desenvolvimento de iniciativas com reciprocidade de interesses;
? a cooperação com instituições e organizações internacionais, especialmente da União Europeia, através da mobilidade de docentes e estudantes e da participação na realização de projectos em parceria;
? a colaboração de docentes estrangeiros na leccionação de cursos de pós-graduação;
? o acolhimento de docentes com o grau de doutor, integrados nos quadros do ISMAI;
? a criação de três unidades orgânicas (CELCC, INCIFES e UNIDEP) vocacionadas para a investigação, cuja candidatura foi oportunamente apresentada à Fundação da Ciência e Tecnologia, como instrumento formal a ser utilizado para acesso aos respectivos apoios e benefícios previstos em lei.
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